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Dia 0: projeto inovação educacional em foco

04 de maio de 2019

Não foi muito fácil sair de casa hoje.

Pela manhã eu ainda tinha alguns documentos para imprimir, minha necessérie para arrumar e alguns e-mail para enviar.

E ainda tinha a difícil tarefa de me despedir dos meus filhos.

Eles foram brincar com a vovó na brinquedoteca do prédio e eu consegui fechar a mala bem em cima da hora.

Desci para me despedir deles e a garganta apertou.

Mas o coração ficou mais quentinho depois que minha filha repetiu “eu vou no seu coração, né mamãe?”. Na verdade ela estava repetindo o que eu digo pra ela há uma semana, tentando nos preparar para essa aventura.

Comi alguma coisa no aeroporto enquanto esperava o embarque e troquei poucas palavras com as pessoas do grupo que estão indo comigo. Acho que ainda estava tensa e tentando processar o que estava acontecendo.

Viajar para o exterior com 86 pessoas na bagagem (apoiadores do financiamento coletivo que possibilitou essa viagem) e a responsabilidade de superar as expectativas deles, acrescida do tempero que só a distância dos filhos oferece, não era algo muito bem elaborado na minha mente nem no meu coração.

Já no avião, eu me peguei com vergonha de escolher um filme bobinho pra assistir. Flagrei-me preocupada com o que meus colegas de delegação pensariam de mim. Mas eu queria relaxar! E lembrei do exercício que faço de assumir minhas vontades independente do que elas possam representar para quem não será atingido por elas. E, nessa, escolhi um filme cuja a protagonista é Jennifer Lopes (“Segunda chance”).

Foi um filme bobinho mas uma feliz escolha. Já nas primeiras cenas a protagonista relata que seu desejo de aniversário era “viver um dia em que a experiência vivida valesse tanto ou mais que a acadêmica”.

E eu achei providencial.

O que me faz buscar sobre práticas pedagógicas inovadoras é justamente o desejo de que a experiência escolar se aproxime mais da prática vivida e que forme pessoas que olhem umas para as outras como quem elas SÃO e não pelos títulos que POSSUEM.

A academia é necessária, mas não define o potencial de ninguém. E é uma pena que só possam viver a experiência acadêmica aqueles que conseguem se encaixar num modelo único de avaliação e, geralmente, num modelo único de ensino-aprendizagem.

Quantas coisas o mundo deixa de ganhar por não dar voz àqueles que não se encaixam em determinados modelos?

O filme é de “sessão da tarde” mas valeu demais o tempo investido.

E sigo ainda mais aproximada do meu propósito nessa viagem.

Sincronicidades…

6 comentários sobre “Dia 0: projeto inovação educacional em foco

  1. Você é incrível! Vai com fé e coragem, mesmo com dúvida.
    Senti uma sincronicidade também ao ler seu texto agora, depois da minha meditação guiada do dia ter vindo com o tema “resiliência” 💪🏻 Você é um grande exemplo a ser seguido e seus filhos saberão disso.

  2. Na verdade nós os 87 (incluindo vc), estamos juntos para superar as expectativas de todos. Estamos todos unidos Bianca! Já deu certo! Vai com fé!

  3. Estamos acompanhando! Seja leve, doce e criativa para driblar os perrengues. Bons estudos!

  4. Ser feliz é para quem tem coragem! Parabéns pela escolha (nada fácil), mas que trará frutos e uma experiência incrível! 👏👏👏

  5. “E lembrei do exercício que faço de assumir minhas vontades independente do que elas possam representar para quem não será atingido por elas”. Que desafio! Vou acompanhar seu diário, dia após dia, não apenas pelo maravilhoso conteúdo, mas pela oportunidade de compartilhar sua experiência de ir atrás de seus sonhos. Você me inspira demais!

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